Vídeo: professores e servidores municipais de Barra do Choça pedem a renúncia da secretária de Educação, mulher do prefeito


Por Tais Patez / 17 de agosto de 2017

Professores e servidores percorreram diversos pontos da cidade em protesto. (Foto: blog do Jorge Amorim)

Professores e servidores públicos de Barra do Choça continuam em embate com a Administração do prefeito Adiodato Araújo. Na última quarta-feira (16) eles paralisaram as atividades e percorreram as ruas da cidade,  em protesto contra os gastos exorbitantes da atual gestão, reivindicando o pagamento dos salários atrasados de servidores e pedindo a renúncia da secretaria de Educação do município. Nos cartazes, os servidores estampavam queixas como: ” Onde estão os 40% do Fundeb?” e “Aula parcial diante do descaso”.

Reprodução: Whatsapp

Representantes do Simprobac e Sinseb  se revezaram durante a manifestação para explicar à população os motivos da paralisação. Rogério Leite, representante do Sinseb pediu apoio ao Ministério Público depois de apresentar dados sobre os gastos púbicos, falou também sobre a importância da junção das duas entidades.

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O presidente do Simprobac,  José Francisco Neto criticou os altos gastos do executivo municipal, citando terceirizações e a contratação de assessorias e da empresa do lixo. Os servidores também pedem a renúncia da Secretária de Educação, Elisângela Matos Araújo, esposa do prefeito. Em uma de suas falas, o sindicalista José Francisco deixou claro que não a considera apta para ocupar o cargo. A secretaria de finanças também foi questionada pelos manifestantes, pois ainda não fez as prestações de contas dos meses de abril, maio. junho e julho.

Ao CNews uma professora da rede municipal de Barra do Choça que não quis se identificar, enviou um ofício considerado pelos professores com “uma ameaça da secretaria de Educação contra os professores”. No ofício a secretaria solicita os nomes dos servidores paralisados e a quantidade de horas trabalhadas, citando a carga horária que deve ser cumprida pelos professores, diante disso a professor desabafa, “o professor tem direito a associação e greve o que inclui as paralisações. O direito do aluno não invalida o direito do professor. A lei garante o direito de ambos!”.

Ainda ontem, houve uma votação na Câmara de Vereadores, onde o prefeito Adiodato saiu derrotado. Ele pedia 40% de suplementação, por unanimidade os vereadores aprovaram 10%. A população lotou a Câmara e antes da votação pressionou o legislativo também nas redes sociais, para a não aprovação dos 40%.

Veja como foi a manifestação: