Que fim levou o Fiat Uno que Ayrton Senna deu para Adriane Galisteu?

Se um tricampeão mundial de Fórmula 1 lhe perguntasse qual carro você teria, como seria sua resposta? Quando Ayrton Senna fez esse questionamento para sua então namorada Adriane Galisteu a resposta não poderia ser mais surpreendente: um Fiat Uno. “Era o sonho de qualquer menina da minha época, que era de classe média baixa. Para mim era um carro muito inalcançável“, revelou Galisteu […]

admin
2 de maio de 2021

Se um tricampeão mundial de Fórmula 1 lhe perguntasse qual carro você teria, como seria sua resposta? Quando Ayrton Senna fez esse questionamento para sua então namorada Adriane Galisteu a resposta não poderia ser mais surpreendente: um Fiat Uno.

“Era o sonho de qualquer menina da minha época, que era de classe média baixa. Para mim era um carro muito inalcançável“, revelou Galisteu em entrevista exclusiva para a Autoesporte. A apresentadora da Record TV até hoje nutre um grande carinho pelo carro, que continua sob seus cuidados após 28 anos.

Então modelo, Galisteu namorou Senna até a morte do piloto de Fórmula 1 — Foto: Ari Lago/Agência O Globo

Então modelo, Galisteu namorou Senna até a morte do piloto de Fórmula 1 — Foto: Ari Lago/Agência O Globo

Galisteu conta que Senna não acreditou em um primeiro momento quando ela falou do Fiat Uno. “Ele ficou me olhando e disse: que carro você quer? (…) Para ele era um presente muito simples, mas ele [quando foi dar o carro de presente] encheu de rosas (…) e colocou um buquê de flores lindo no capô do carro”, continua a apresentadora.

A troca das calotas foi uma das poucas mudanças no hatch ao longo dos anos — Foto: Arquivo Pessoal

A troca das calotas foi uma das poucas mudanças no hatch ao longo dos anos — Foto: Arquivo Pessoal

Senna também teve uma atitude carinhosa que Galisteu mantém até hoje: colocar as iniciais DRI na placa do veículo. A sequência é adotada em todos os carros da apresentadora, que atualmente dirige um Porsche Cayenne e um Hummer H3.

A placa com as iniciais DRI inicou uma tradição que Galisteu mantém até hoje em seus carros — Foto: Arquivo Pessoal

A placa com as iniciais DRI inicou uma tradição que Galisteu mantém até hoje em seus carros — Foto: Arquivo Pessoal

Memórias sobre rodas
A associação do carro com Ayrton Senna é algo que permanece até hoje com Galisteu, que revelou algo curioso. “Eu ficava brava, porque ele queria correr com o meu carro. Morria de medo dele bater o carro (risos)”. O Uno era sempre guiado por Senna quando o casal saía nos momentos em que o piloto estava no Brasil.

A opção de Senna guiar o pequeno compacto 1.0 surpreende considerando que, na época, o então piloto da McLaren tinha à sua disposição no Brasil um Honda NSX e uma Audi S4 Avant — o superesportivo japonês foi um presente da marca que patrocinava e fornecia motores para sua equipe, enquanto a perua alemã ajudava a divulgar a fabricante que Ayrton começaria a representar por aqui.

O interior impecável reforça o cuidado que Galisteu tem com o Uno — Foto: Arquivo Pessoal

O interior impecável reforça o cuidado que Galisteu tem com o Uno — Foto: Arquivo Pessoal

A paixão por automóveis era compartilhada com Galisteu: “Sempre gostei de dirigir. Eu brinco com todo mundo que tive um ótimo professor“, fala a apresentadora, que raramente opta por motorista particulares no seu dia a dia. Boa parte dos quase 40 mil quilômetros rodados pelo Uno, inclusive, foram com ela atrás do volante.

Atualmente a apresentadora roda a bordo de um Porsche Cayenne e um Hummer H3 — Foto: Divulgação/Danilo Borges

Atualmente a apresentadora roda a bordo de um Porsche Cayenne e um Hummer H3 — Foto: Divulgação/Danilo Borges

Todo esse carinho e as memórias em torno do Fiat Uno ajudam a explicar o cuidado com que Galisteu cuida do carro. “Ninguém roda com ele. Eu só deixo o motorista que trabalha com a gente, de vez em quando, para ir até o posto de combustível ou dar uma volta rápida”, conta. “É um carro muito valioso, eu morro de medo de alguém bater nele, riscarem ou roubarem”.

O Uno só sai da garagem para fazer manutenções eventuais, conduzido pela única pessoa autorizada a guiá-lo — Foto: Arquivo Pessoal

O Uno só sai da garagem para fazer manutenções eventuais, conduzido pela única pessoa autorizada a guiá-lo — Foto: Arquivo Pessoal

Por falar em valor, já teve gente que ofereceu pelo Uno R$ 200 mil, uma alta de 3.540% em relação aos R$ 5.649 estimados pela tabela Fipe. “Não vendo de jeito nenhum. (…) O que esse Uno carrega de história, eu não posso repassá-lo”, afirma Galisteu. A única forma do Fiat sair da proteção de sua cuidadosa proprietária seria para ir a um museu. “Se houvesse um museu que tivesse a ver com a história do Senna, com todo o cuidado do mundo, eu deixaria [ele ser exposto]”, conclui.

Enquanto (e se) esse dia não chega, os fãs podem ficar tranquilos: intacto e mais bem cuidado que muito superesportivo, o Fiat Uno que Senna comprou para Adriane Galisteu segue incólume e protegido.

Fiat Uno Eletronic 1993 comprado pelo Ayrton Senna — Que fim levou?
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Por Auto Esporte

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